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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2026

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‘Se mentirem, eu saio’: O que Guardiola, Klopp e Mourinho já disseram sobre as acusações do City

O caso que há anos assombra o Manchester City entrou nesta sexta-feira (25) em uma nova etapa. Uma comissão independente considerou o clube culpado em 114 das 115 acusações apresentadas pela Premier League por supostas violações de suas regras financeiras. O City ainda não confirmou o resultado, afirmou que o processo continua em andamento e …

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‘Se mentirem, eu saio’: O que Guardiola, Klopp e Mourinho já disseram sobre as acusações do City
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‘Se mentirem, eu saio’: O que Guardiola, Klopp e Mourinho já disseram sobre as acusações do City

O caso que há anos assombra o Manchester City entrou nesta sexta-feira (25) em uma nova etapa. Uma comissão independente considerou o clube culpado em 114 das 115 acusações apresentadas pela Premier League por supostas violações de suas regras financeiras. O City ainda não confirmou o resultado, afirmou que o processo continua em andamento e deve recorrer da decisão.

As eventuais sanções também ainda não foram definidas. O veredito recoloca em evidência declarações que, nos últimos anos, vieram de personagens importantes da rivalidade esportiva construída pelos Citizens.

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Pep Guardiola tratou diretamente das acusações e da relação de confiança com os dirigentes do clube, enquanto Jürgen Klopp abordou o tema principalmente a partir da disputa esportiva e financeira com o rival. José Mourinho, por sua vez apareceu de maneira mais pontual, sobretudo em provocações relacionadas aos títulos e à necessidade de respeitar as regras.

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As frases foram ditas antes do atual estágio do processo e, por isso, não antecipavam o resultado anunciado nesta sexta-feira. Mas, diante do novo cenário, elas ganham outro peso.

Guardiola e a promessa de deixar o City se fosse enganado

Guardiola durante sua despedida do Manchester CityGuardiola durante sua despedida do Manchester City (Foto: PA Images / Icon Sport)

A declaração mais contundente de Pep Guardiola veio em maio de 2022, quando o técnico ainda falava principalmente sobre as acusações relacionadas à Uefa e à investigação que havia levado o Manchester City a uma suspensão de dois anos das competições europeias — punição posteriormente anulada pelo Tribunal Arbitral do Esporte (CAS).

Na ocasião, Guardiola explicou por que continuava defendendo publicamente os dirigentes do clube. Segundo ele, sua posição era consequência da confiança que havia construído internamente.

— Quando eles são acusados de alguma coisa, eu pergunto: “Me contem sobre isso”. Eles explicam e eu acredito neles. Eu disse: “Se vocês mentirem para mim, no dia seguinte não estou aqui. Vou embora e não serei mais amigo de vocês”.

Guardiola reforçou que essa confiança era, para ele, uma condição para continuar representando o Manchester City: “Eu coloco minha fé em vocês porque acredito 100% desde o primeiro dia”, afirmou.

A frase ganhou relevância quando a Premier League apresentou, em fevereiro de 2023, as 115 acusações contra o clube. As denúncias abrangem diferentes tipos de supostas violações, incluindo informações financeiras, pagamentos a jogadores e treinadores, regras de sustentabilidade e cooperação com a investigação. O City sempre negou as acusações.

Depois que a Premier League formalizou o processo, Guardiola manteve a mesma linha pública. Em novembro de 2023, ao ser questionado sobre seu futuro caso o clube fosse considerado culpado, pediu que as pessoas esperassem o julgamento. E fez questão de dizer que não condicionaria sua permanência à divisão em que o time estivesse.

— Não vou considerar o meu futuro (se) depender de estar aqui (Premier League) ou de estar na League One. Há mais chances de eu permanecer se estivermos na League One do que se estivermos na Champions League.

Guardiola deixou o comando técnico do City em maio desse ano, ao final da temporada europeia, após completar uma década no clube. O treinador espanhol usou uma cláusula para encerrar seu vínculo um ano antes do fim previsto (que ia até 2027). Seu último jogo oficial no comando foi contra o Aston Villa, seguido por um desfile comemorativo com os torcedores.

Klopp levou a discussão para a disputa com o Liverpool

Klopp abraça GuardiolaKlopp abraça Guardiola (Martin Rickett / PA Images / Icon Sport)

Jürgen Klopp abordou o Manchester City sob uma perspectiva diferente. Durante os anos de rivalidade com Guardiola, o alemão frequentemente colocou em discussão o desequilíbrio financeiro existente entre os clubes da Premier League e da Europa como um todo.

— Nós investimos dinheiro neste elenco. Agora parece que não estamos fazendo isso. Mas nós não estamos nessa terra da fantasia onde você simplesmente consegue o que quer. Você não pode fazer isso de forma constante. Parece que existem quatro clubes no mundo que podem fazer isso constantemente: Real Madrid, Barcelona, City e PSG — disse o ex-Liverpool na pré-temporada de 2019.

Em julho de 2020, depois de o CAS derrubar a punição da Uefa que havia suspendido o City por dois anos da Champions League, Klopp classificou a decisão como “um dia ruim para o futebol”. A declaração veio em um contexto diferente do processo atual da Premier League, mas mostrava a preocupação do treinador com a forma como as regras financeiras eram aplicadas no futebol europeu.

Anos depois, já com as 115 acusações da Premier League em andamento, Klopp voltou ao tema de maneira bem mais leve. Em maio de 2024, durante sua despedida do Liverpool, o apresentador John Bishop lembrou que uma decisão sobre o caso poderia fazer com que o alemão deixasse de ter um título inglês e passasse a ter três, caso os campeonatos perdidos por um ponto para o City fossem redistribuídos.

Klopp não demorou para transformar a hipótese em brincadeira: “Se vocês organizarem um desfile de ônibus, eu estou dentro! Não importa quanto tempo leve”.

A frase tinha uma razão esportiva bastante específica. O Liverpool de Klopp terminou a Premier League com 97 pontos em 2018/19 e 92 em 2021/22, ficando um ponto atrás do Manchester City nas duas ocasiões. Em ambas as edições, portanto, qualquer mudança na classificação teria impacto direto sobre a história construída pelos Reds naquele período.

Mourinho entrou na discussão com provocações pontuais

José Mourinho nos tempos de Manchester United José Mourinho nos tempos de Manchester United (Foto: Nick Potts / PA Images / Icon Sport)

José Mourinho teve uma participação bem menos recorrente no debate, mas algumas de suas declarações acabaram ganhando espaço justamente pela relação com os títulos da Premier League. Em 2020, após o CAS anular a suspensão europeia imposta pela Uefa, o português questionou a decisão, embora tenha deixado claro que a punição deveria estar diretamente ligada à comprovação de uma infração.

— Se o Manchester City não é culpado, não deveria pagar nem uma libra. Se é culpado, deveria ser banido — afirmou Mourinho naquela ocasião.

A discussão voltou a envolver Mourinho em outubro de 2024. O português, então no Fenerbahçe, falou sobre a possibilidade de o Manchester United receber retrospectivamente o título de 2017/18 caso o City perdesse a conquista como consequência do processo. Mourinho havia levado os Red Devils ao segundo lugar naquela temporada.

— Ganhamos a Liga Europa e terminamos em segundo lugar na Premier League (com o Manchester United). Penso que ainda temos uma hipótese de ganhar essa liga (de 2017/18). Talvez castiguem o Manchester City com pontos e nós ganhemos essa liga. (Nesse caso, o United). Tem que me pagar o bônus e me dar a medalha (de campeão).

Pouco mais de um mês depois, Mourinho voltou ao assunto, desta vez em uma provocação direta a Guardiola. O espanhol havia lembrado que tinha seis títulos da Premier League, contra três de Mourinho. O português respondeu fazendo questão de diferenciar seus troféus da situação que envolvia o City.

— Quero vencer, mas quero vencer de forma limpa e justa. Se não puder vencer de forma limpa, prefiro perder. Ele ganhou seis títulos e eu ganhei três, mas ganhei de forma justa e limpa. Não quero vencer lidando com 150 processos.

A declaração abriu mais uma troca pública entre os dois treinadores. Guardiola respondeu que a comparação sobre os títulos havia sido uma brincadeira e reiterou que o Manchester City deveria ser considerado inocente até a conclusão do processo.

Agora, o contexto mudou. A comissão independente considerou o City culpado em 114 das 115 acusações. A conferir como o clube recorrerá da decisão.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Calvano
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