Neste domingo (4), os eleitores de Rondônia vão escolher entre dois modelos de governo. De um lado estão os candidatos acostumados a divertir o eleitorado nas redes sociais, a organizar festas e "arrancadões", a falar bonito e a apresentar soluções mágicas para todos os problemas. São especialistas em malabarismo político. Do outro está um candidato cuja trajetória se destaca por falar menos e trabalhar muito mais.
Numa eleição em que o "pão" e o "circo" estão novamente em lados opostos, o rondoniense poderá optar pela política do "grande circo", em que o eleitor acaba no papel de “palhaço”, ou pela política que transforma a realidade e coloca o pão na mesa das famílias.
Na terça-feira (29), durante o debate ao vivo, o ex-prefeito de Porto Velho e candidato ao Governo pela Federação União Progressista, Hildon Chaves, resumiu o que está em jogo. "Nós temos aqui, hoje, candidatos capazes de oferecer soluções mágicas para todos os problemas gravíssimos enfrentados pela população de Rondônia. Eu considero isso vergonhoso, porque nenhum deles até hoje foi capaz de entregar soluções na prática", disparou.
CARREIRA DE SUCESSO
Hildon construiu a sua trajetória longe da política e das atividades circenses. A carreira começou no Ministério Público, onde atuou por mais de vinte anos como promotor de Justiça. "Coloquei dezenas de criminosos atrás das grades e sei identificar um bandido com dois minutos de conversa", garante.
O êxito no serviço público se repetiu na iniciativa privada. Nos anos 90, ao lado da esposa, a deputada estadual Ieda Chaves, hoje candidata à reeleição, ele criou um grande grupo educacional, que chegou a reunir cerca de 1.300 funcionários e 15 mil alunos. Em 2015, depois de mais de duas décadas de atividade, o casal vendeu as empresas para a Universidade Estácio de Sá, um dos maiores conglomerados de educação do país.
A entrada na política veio em seguida. "Temos um casal de filhos adultos, ele mora no Rio e ela nos Estados Unidos. Ieda e eu ficamos sozinhos, com meia dúzia de cachorros pra cuidar. Sempre gostei da atividade política, e naquele momento entendemos que seria a melhor forma de agradecer ao Estado que tanto fez por nós", conta.
Dez anos depois, a forma de agradecer continua a mesma: trabalho. Foi assim no Ministério Público, nas empresas e na Prefeitura de Porto Velho. Neste domingo, o rondoniense vai decidir se prefere mais um número de circo ou se vai votar em quem já mostrou, na prática, como se coloca o pão na mesa.
Comentários: