A Polícia Civil de Rondônia desencadeou, na manhã desta quarta-feira (10), a Operação Justiça Sombria, com foco na prisão do principal suspeito de planejar e executar um crime que chocou a região do Vale do Guaporé no fim de 2025. A ação foi coordenada pela 1ª Delegacia de São Francisco do Guaporé, com apoio de unidades de diversas cidades do estado.
Crime foi cometido por criminosos vestidos como policiais
De acordo com as investigações, no dia 09 de novembro de 2025, um grupo criminoso utilizando uniformes da Polícia Civil invadiu a residência da vítima, identificada como T.N.E.S., no distrito de São Domingos, município de Costa Marques. Se passando por agentes da lei, os suspeitos sequestraram a vítima e a levaram sob ameaça.
Após ser brutalmente torturada, a vítima foi executada na Linha 69, zona rural de São Francisco do Guaporé.
Operação ocorreu em cinco municípios
A mobilização da Polícia Civil envolveu equipes de Costa Marques, São Francisco do Guaporé, Ji-Paraná, Cacoal e Pimenta Bueno. Foram cumpridos mandados de prisão temporária, buscas domiciliares e outras medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário.
A ação resultou na localização e captura do investigado considerado peça-chave na execução do crime, além da apreensão de materiais que servirão como prova nos autos.
Polícia afirma que investigações seguem em sigilo
A Polícia Civil informou que, apesar da prisão, o caso segue sob apuração, com novas diligências voltadas para identificar outros envolvidos na participação direta e indireta do crime.
“Estamos empenhados para garantir a responsabilização dos envolvidos e dar uma resposta rápida e firme à sociedade”, destacou a corporação por meio de nota.
Linha de investigação aponta crime planejado
As primeiras análises indicam que o crime foi premeditado e articulado de forma organizada, possivelmente motivado por conflitos anteriores. Informações colhidas durante o cumprimento dos mandados podem apontar novos desdobramentos nos próximos dias.
A Operação Justiça Sombria reforça a atuação das forças policiais no combate a crimes graves no interior do estado, especialmente aqueles praticados com uso de violência extrema e simulação de autoridade pública.
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