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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2026

Economia

Piora percepção sobre situação financeira durante governo Lula

Levantamento do Paraná Pesquisas indica que sentimento de que a situação piorou subiu ao longo de 2024; preços no supermercado aumentaram na avaliação de 65,7%

Veia Política
Por Veia Política
Piora percepção sobre situação financeira durante governo Lula
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Os membros do governo Lula divulgam números sobre o crescimento da economia brasileira e a baixa taxa de desemprego, mas a população não parece estar satisfeita com a situação econômica do país.

Um levantamento do instituto Paraná Pesquisas indica que, ao longo de 2024, piorou a "percepção sobre a situação financeira com o Presidente Lula no governo".

Em julho do ano passado, 26,8% consideravam que a situação havia melhorado. Agora, esse número é de 23,9%, uma queda de três pontos percentuais. Já a percepção de piora subiu de 25,5% para 33,2% no mesmo período.

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Preços

A pesquisa, realizada entre 7 e 10 de janeiro com 2.018 eleitores em 164 municípios, tem uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Segundo os dados, também piorou a "percepção sobre o preço dos produtos no supermercado depois que o Presidente Lula voltou a governar o Brasil". Em janeiro de 2024, 48,4% consideravam que os preços aumentaram. Agora, esse número subiu para 65,7%. Por outro lado, a proporção daqueles que perceberam os preços diminuindo caiu 16 pontos percentuais, de 27,1% para 11,6%.

Inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,52% em dezembro e fechou o ano com uma alta acumulada de 4,83%, acima do teto da meta de inflação, que é de 4,5%.

Os dados de inflação também mostram que o preço da carne bovina disparou 20,84% em 2024, a maior elevação desde 2019. Isso ocorreu após Lula ser eleito, em 2022, com um discurso de proporcionar picanha para os brasileiros.

Ao elevar a taxa básica de juros em suas últimas reuniões, o Comitê de Política Monetária (Copom) alertou o governo Lula sobre a necessidade de "uma política fiscal crível, embasada em regras previsíveis e transparência nos seus resultados" para a "ancoragem das expectativas de inflação".

Apesar do alerta, o governo não conseguiu sinalizar uma "política fiscal crível", nem com a aprovação, pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de um pacote de corte de gastos, que foi considerado insuficiente pelos agentes econômicos.

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