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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Política

Moraes determina que Mourão seja ouvido por telefonema a Bolsonaro

Ministro deu prazo de 15 dias para o senador prestar esclarecimento à PF

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Por Veia Política
Moraes determina que Mourão seja ouvido por telefonema a Bolsonaro
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta terça-feira, 3, que o senador Hamilton Mourão (Republicanos) preste depoimento à Polícia Federal (PF) sobre uma ligação telefônica entre ele e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), antes do depoimento como testemunha no Supremo.

Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) – que havia sido acionada pelo deputado federal Lindbergh Farias – para que Mourão fosse ouvido “a fim de averiguar a veracidade e a extensão dos fatos veiculados, possibilitando a formação de um juízo de valor fundamentado e esclarecido sobre a matéria, antes da adoção de outras medidas eventualmente necessárias ao caso”

Na solicitação, a PGR afirma que a notícia revela “a possibilidade de que a testemunha tenha sido submetida a constrangimento, intimidação ou qualquer forma de coação em relação ao teor de seu depoimento, sugerindo que o testemunho foi influenciado indevidamente por pressão exercida por um dos réus da ação penal”.

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No despacho, o ministro concedeu um prazo de 15 dias para a PF ouvir o senador.

Telefonema e depoimento

Segundo Lindbergh, a ligação telefônica – relatada por Mourão ao site “Metrópoles”  “configura, em tese, obstrução à justiça, pois insere-se na tentativa de embaraçar a investigação de infração penal”.

Ao “Metrópoles”, Mourão afirmou que o ex-presidente Bolsonaro pediu a ele para dizer aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que nunca ouviu nenhum assunto relacionado a golpe de Estado. Segundo o senador, a conversa teria sido genérica.

Na última sexta-feira, 23, Mourão disse que Bolsonaro jamais mencionou ou participou de reunião para discutir a “minuta do golpe”, durante depoimento no Supremo.

“Em todas as oportunidades, em nenhum momento ele [Bolsonaro] mencionou qualquer medida que representasse ruptura do ‘status quo’. As nossas conversas sempre foram em torno da transição”, afirmou.

O senador afirmou ainda que “Bolsonaro estava pronto para entregar o governo” para o presidente Lula (PT).

Ao ser questionado sobre o 8 de janeiro, o senador afirmou que estava “dentro da piscina” de sua casa. Mourão também disse desconhecer qualquer participação de Bolsonaro ou de outros ex-integrantes de seu governo na articulação que culminou nos atos de vandalismo.

“Eu sou vítima de ataques constantes na internet, faz parte do jogo político. Mas tenho certeza que não partem de companheiros que tive dentro do Exército, partem desses grupos que vicejam nesse pântano das redes sociais”, acrescentou. 

 

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