De volta a Brasília após ser submetido a uma cirurgia de emergência para drenar um hematoma intracraniano, o presidente Lula (PT) foi proibido de usar substâncias que possam ter efeito vasodilatador, como o Viagra, medicamento utilizado para estímulo sexual, que aumenta o fluxo sanguíneo no pênis.
A restrição é válida por cerca de 60 dias.
Além desse tipo de medicamento, Lula está proibido de praticar exercícios físicos, como corrida e musculação, que aumentam a frequência cardíaca e, consequentemente, o diâmetro dos vasos sanguíneos.
Segundo o Poder 360, Lula contou a pessoas próximas que utilizava Viagra “com frequência” até cair em um dos banheiros do Palácio da Alvorada, onde mora com a primeira-dama Janja.
As cirurgias
Lula passou por uma cirurgia de emergência na noite de segunda-feira, 9, para drenar o hematoma intracraniano causado por uma queda sofrida em outubro.
O boletim posterior da equipe médica, contudo, não sinalizava a necessidade de um novo procedimento para evitar sangramentos na cabeça.
Na quarta-feira, 11, os médicos informaram:
“Como parte da programação terapêutica, o presidente fará complementação de cirurgia com procedimento endovascular (embolização de artéria meníngea média) amanhã pela manhã.”
Mesmo hospitalizado, Lula não passou a faixa temporariamente ao seu vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), que participou de algumas agendas em nome do petista.
Alta antecipada?
Após passar seis dias internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Lula recebeu no domingo, 15, alta hospitalar, mas com várias restrições, sendo obrigado a despachar de sua casa na capital paulista.
Quando o petista foi operado, a equipe médica informou que a previsão de alta hospitalar era para segunda, 16, ou terça-feira, 17. Contudo, em razão da rápida recuperação dele, a alta foi possível já no domingo.
“Devido ao quadro, à recuperação do nosso paciente, que foi extremamente acima do esperado, então, para a felicidade minha e de toda a nossa equipe, o presidente está de alta hospitalar”, afirmou a médica Ana Helena Germoglio.
Entrevista ao Fantástico
De alta hospitalar, Lula concedeu uma entrevista exclusiva ao Fantástico, da TV Globo, na qual admitiu ter ficado preocupado com seu quadro clínico.
“Fiquei preocupado porque, afinal de contas, a cabeça é a parte mais delicada. Eu achei que estava fora de perigo, isso é a verdade. Achei que estava fora de perigo, porque a última ressonância que eu fiz mostrava que estava diminuindo a quantidade de líquido na minha cabeça. Mas era engano meu.”
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