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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

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EUA planejam estabelecer base da CIA na Venezuela pós-Maduro, dizem fontes

Conteúdo Exclusivo: a curto prazo, autoridades americanas podem operar no país a partir de um anexo da agência, antes mesmo da abertura de uma embaixada oficial

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Por Veia Política
EUA planejam estabelecer base da CIA na Venezuela pós-Maduro, dizem fontes
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A CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos) está trabalhando discretamente para estabelecer uma presença permanente dos EUA na Venezuela, liderando os planos do governo Trump de exercer sua influência recém-adquirida sobre o futuro do país, segundo múltiplas fontes familiarizadas com o planejamento.

As discussões de planejamento entre a CIA e o Departamento de Estado têm se concentrado em como será a presença americana no país, tanto a curto quanto a longo prazo, após a dramática captura do ditador Nicolás Maduro no início deste mês.

Embora o Departamento de Estado sirva como a principal presença diplomática dos EUA no país a longo prazo, o governo Trump provavelmente contará com a CIA para iniciar esse processo de reentrada devido à transição política em curso e à instabilidade da situação de segurança na Venezuela pós-Maduro, acrescentaram as fontes.

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“O Estado finca a bandeira, mas a CIA é quem realmente exerce influência”, disse à CNN uma fonte familiarizada com o processo de planejamento, observando que os objetivos de curto prazo da agência incluem preparar o terreno para esforços diplomáticos — incluindo o desenvolvimento de relações com os venezuelanos — e garantir a segurança.

A curto prazo, autoridades americanas podem operar a partir de um anexo da CIA, antes mesmo da abertura de uma embaixada oficial, o que lhes permitirá iniciar contatos informais com membros de diferentes facções do governo venezuelano, bem como com figuras da oposição, e identificar terceiros que possam representar ameaças, afirmou a fonte, traçando um paralelo com o trabalho da agência na Ucrânia.

“Estabelecer um anexo é a prioridade número um. Antes dos canais diplomáticos, o anexo pode ajudar a estabelecer canais de ligação com a inteligência venezuelana, o que permitirá conversas que diplomatas não podem ter”, declarou um ex-funcionário do governo americano que interagiu com os venezuelanos.

A CIA se recusou a comentar.

Os Estados Unidos costumam enviar diretores da agência ou altos funcionários da inteligência para reuniões delicadas com líderes mundiais a fim de discutir assuntos sensíveis com base em informações coletadas.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, foi o primeiro alto funcionário do governo Trump a visitar a Venezuela após a operação contra Maduro, reunindo-se com a presidente interina, Delcy Rodríguez, e líderes militares no início deste mês.

Fotografia mostra o presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado do diretor da CIA, John Ratcliffe enquanto assistem operação militar na Venezuela que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026 • Reprodução/Truth Social

Parte da mensagem de Ratcliffe à nova liderança durante sua viagem: a Venezuela não pode mais ser um refúgio seguro para os adversários dos Estados Unidos.

A CIA provavelmente será responsável por informar as autoridades venezuelanas sobre informações relevantes da inteligência americana relacionadas a esses adversários, incluindo China, Rússia e Irã, conforme outra fonte familiarizada com as discussões de planejamento em andamento.

“Se for necessário informar a Venezuela sobre as preocupações relativas à China, Rússia e Irã, não será o Departamento de Estado que fará isso. O DNI (Escritório do Diretor de Inteligência Nacional) terá que decidir o que desclassificar para compartilhar, e então os agentes de inteligência farão o briefing”, afirmou o ex-funcionário.

CIA teve papel fundamental na operação para capturar Maduro

Agentes da CIA estavam em solo venezuelano nos meses que antecederam a operação contra Maduro. Em agosto, a agência instalou secretamente uma pequena equipe no país para monitorar os padrões, locais e movimentos de Maduro, o que ajudou a reforçar a operação no início deste mês, disseram fontes familiarizadas com os planos.

Entre os agentes apreendidos estava uma fonte da CIA infiltrada no governo venezuelano, que auxiliou os Estados Unidos no rastreamento da localização e dos movimentos de Maduro antes de sua captura, segundo uma fonte a par da operação que falou anteriormente à CNN.

A decisão política do governo de apoiar Rodríguez em detrimento da líder da oposição, Maria Machado, também foi influenciada por uma análise confidencial da CIA sobre o impacto da saída de Maduro da presidência e as implicações imediatas de sua possível destituição, informou a CNN.

O relatório de inteligência, mantido em sigilo, foi encomendado por altos funcionários do governo venezuelano, e a CIA deverá continuar fornecendo recomendações semelhantes sobre a situação da liderança na Venezuela, conforme diversas fontes disseram anteriormente à CNN.

Após a captura de Maduro, agência agora concentra seus esforços em exercer discretamente a influência dos EUA dentro das fronteiras da Venezuela e em avaliar o desempenho da nova liderança que ajudou a instalar.

Mas, segundo fontes, autoridades americanas envolvidas nas discussões iniciais de planejamento ainda aguardam que a Casa Branca articule claramente seus objetivos de missão mais amplos, apesar da afirmação do presidente Donald Trump de que sua administração “governaria” o país após a captura de Maduro.

“Isso complica as coisas”, reconheceu a primeira fonte familiarizada com o assunto, acrescentando que as autoridades americanas planejam estabelecer uma presença dentro da Venezuela e esperam definir o objetivo concreto posteriormente.

Como resultado, os planos de longo prazo do governo Trump para a Venezuela permanecem incertos, incluindo o cronograma para a reabertura da embaixada dos EUA em Caracas.

Os Estados Unidos retiraram seus diplomatas e suspenderam as operações na embaixada em Caracas em 2019. A Unidade de Assuntos da Venezuela tem atuado com uma equipe de diplomatas americanos na embaixada em Bogotá.

Na semana passada, o Departamento de Estado anunciou a nomeação da diplomata veterana Laura Dogu para liderar a Unidade de Assuntos da Venezuela. O cargo era anteriormente ocupado pelo embaixador interino dos EUA na Colômbia, John McNamara.

Um alto funcionário do Departamento de Estado afirmou que o plano do governo para a Venezuela “exige um Encarregado de Negócios em tempo integral na Unidade de Assuntos da Venezuela” e que “Dogu está bem posicionada para liderar a equipe durante este período de transição”.

Embora o Departamento de Estado tenha identificado alguns diplomatas específicos que planeja enviar de volta à Venezuela, funcionários envolvidos nas discussões de planejamento disseram à CNN que não receberam nenhum plano ou orientação coesa de altos funcionários do governo ou da Casa Branca.

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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