As investigações sobre o suposto atentado a tiros ocorrido na Rua Buenos Aires, no bairro Embratel, em Porto Velho (RO), seguem em andamento.
O caso, que envolveu o coronel França, chefe de segurança da campanha do candidato ao governo Hildon Chaves e seu irmão, o tenente Fábio França, candidato a deputado estadual, passou a ser tratado com outras hipóteses após os laudos periciais e a identificação do motorista da caminhonete.
Hildo Chaves correu para dar entrevistas, mesmo antes de apurar o ocorrido. Chegou a dizer em atentado à democracia. O assunto virou meme em redes sociais.
Equipes da Perícia Criminal realizaram uma vistoria detalhada no local dos fatos e não encontraram nenhum projétil, estojo ou vestígio material de arma de fogo na cena.
Marcas antigas na parede
Durante a varredura, a perícia analisou as marcas de impacto encontradas na parede de uma residência próxima, que inicialmente levantaram a suspeita de terem sido causadas por disparos de arma de fogo.
A avaliação técnica concluiu que as perfurações e marcas na parede são muito antigas e não têm relação com o incidente da última sexta-feira (14).
Condutor da caminhonete negou tiro
O veículo apontado nas imagens de monitoramento, uma caminhonete escura de modelo antigo, foi localizado pela polícia, e seu condutor prestou esclarecimentos.
Segundo o motorista, o forte estampido ouvido no momento em que ele passou pelo local não foi disparado por arma de fogo, mas sim uma falha mecânica, estouro vindo do escapamento de seu veículo.
A declaração ratifica a ausência de vestígios balísticos na cena e o fato de nenhum dos moradores ou testemunhas ter visualizado armas ou disparos diretos, embora tenham confirmado ouvir um barulho de alto impacto.
As apurações continuam
Apesar do avanço técnico da perícia e da identificação do condutor, o caso segue registrado e sob análise policial.
As diligências continuam para consolidar oficialmente todas as circunstâncias do episódio por meio de laudos definitivos e oitiva de demais testemunhas.
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