O dólar disparou novamente nesta segunda-feira, 23, sendo vendido a cerca de R$ 6,18. Na semana passada, a moeda americana chegou a bater R$ 6,30, mas recuou após a aprovação do pacote de corte de gastos no Congresso Nacional e intervenções recordes do Banco Central, encerrando a semana a R$ 6,09.
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, opera em queda no início da semana de Natal.
A desidratação do pacote fiscal de Haddad
Os investidores estão atentos às propostas de corte de gastos, temendo que as medidas aprovadas não sejam suficientes para equilibrar as contas públicas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, minimizou a desidratação do pacote fiscal no Congresso. Na sexta-feira, 20, ele afirmou: "Os ajustes de redação não afetam o resultado final. Mantêm a mesma ordem de grandeza de economia."
O problema é que poucos acreditaram na promessa de economizar R$ 71,9 bilhões entre 2025 e 2026, feita por Haddad em 27 de novembro. O governo Lula não detalhou o suficiente, e analistas independentes estimam que a economia não ultrapassará R$ 50 bilhões.
Galípolo tentou
Gabriel Galípolo, indicado por Lula para presidir o Banco Central a partir de 1º de janeiro de 2025, refutou a narrativa governista de que o real estaria sendo alvo de um ataque especulativo. Galípolo, que ainda é diretor de Política Monetária do BC, participou de uma coletiva ao lado do atual presidente da instituição, Roberto Campos Neto, a quem elogiou pela “transição entre amigos”, contrastando com os ataques feitos pelos petistas nos últimos dois anos. "Vou responder aquilo que eu digo aqui no Copom e quando eventualmente o Banco Central é chamado pelo governo para esclarecer questões desse tipo", disse Galípolo, em resposta a perguntas sobre a situação da moeda.
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