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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026

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Crusoé: Bullying internacional de Trump volta-se contra o Panamá

Presidente eleito disse que poderá exigir devolução do Canal "na íntegra e sem questionamentos"

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Por Veia Política
Crusoé: Bullying internacional de Trump volta-se contra o Panamá
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O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump (foto), ameaçou tomar de volta o Canal do Panamá, que desde 1999 pertence ao Panamá.

Não há como os Estados Unidos recuperarem o canal, a não ser por meio de uma guerra.

Trump tem o costume de fazer provocações que desconsideram a soberania de outros países. Em seu primeiro mandato, ainda em 2019, ele sugeriu comprar a Groenlândia da Dinamarca. Em meados de dezembro, chamou o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau de "governador" e também afirmou que o Canadá poderia se tornar o 51º estado americano. Agora, o alvo é o Panamá.

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Devolução na íntegra

Na noite de sábado, 21, Trump divulgou mensagens sobre o Canal do Panamá, que ele chamou de “ativo nacional vital para os Estados Unidos”.

“O Canal do Panamá é considerado um ativo nacional vital para os Estados Unidos, devido ao seu papel crucial na economia e na segurança nacional. Um Canal do Panamá seguro é essencial para o comércio americano e para o rápido deslocamento da Marinha, do Atlântico ao Pacífico, reduzindo drasticamente o tempo de envio para os portos dos Estados Unidos”, escreveu Trump.

“Considerado uma das Maravilhas do Mundo Moderno, o Canal do Panamá foi inaugurado há 110 anos e foi construído com um custo enorme para os Estados Unidos, em vidas e recursos — 38 mil homens americanos morreram de doenças transmitidas por mosquitos durante a construção. Teddy Roosevelt era presidente dos Estados Unidos na época e compreendia a importância do poder naval e do comércio. Quando o presidente Jimmy Carter o entregou ao Panamá, por um dólar, durante seu mandato, ficou claro que coube exclusivamente ao Panamá gerenciar o canal, e não à China ou a qualquer outro país. Da mesma forma, o Panamá não deveria cobrar dos Estados Unidos, da Marinha ou das corporações que fazem negócios em nosso país, taxas exorbitantes. Nossa Marinha e Comércio têm sido tratados de forma injusta e imprudente...”

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