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Sabado, 04 de Abril de 2026

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Centrão no Senado barra avanço e projeto da dosimetria pode ficar para 2026

Senadores defendem análise técnica na CCJ e adiam votação que poderia reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro.

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Por Veia Política
Centrão no Senado barra avanço e projeto da dosimetria pode ficar para 2026
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O grupo de partidos do Centrão no Senado decidiu nesta quarta-feira (10/12/2025) que a votação do PL da Dosimetria — projeto de lei que propõe a revisão das penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro — deverá ser adiada, com possível desfecho apenas em 2026. 

O que é o PL da Dosimetria

Divergências no Senado

  • Para muitos senadores do Centrão, a aprovação precipitada na Câmara e a proposta de levar diretamente ao plenário sem passar pela comissão responsável (a Comissão de Constituição e Justiça — CCJ) geraram críticas: argumentam que um tema com consequências tão graves exige debate mais aprofundado.

  • O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), determinou que a comissão deve analisar o projeto antes de submetê-lo a votação. O relator designado é o senador Esperidião Amin (PP-SC).

  • Segundo Otto Alencar, pedidos de vista ou requerimentos de adiamento deram base para que a votação em plenário seja postergada para 2026. 

Motivações e riscos apontados

As críticas à tramitação acelerada da proposta e a reluctância em aprová-la de forma imediata envolvem:

  • Temor de que a redução de penas para condenados por crimes graves contra a democracia seja vista como fragilização das normas de proteção ao Estado Democrático de Direito. 

  • Argumento de que um tema dessa natureza merece avaliações técnicas e jurídicas detalhadas, considerando precedentes sobre crimes contra instituições democráticas. 

  • A necessidade de evitar decisões “às pressas” que gerem insegurança jurídica ou descontentamento social, uma vez que o debate atrai grande atenção pública e polarização política.

Consequências possíveis da postergação

  • A demora pode fazer com que o tema seja retomado apenas em 2026 — possivelmente em ambiente político alterado — o que pode favorecer negociações, emendas e pressão política mais intensa.

  • A postergação preserva o tempo para debates, relatórios mais detalhados e eventual modificação do texto antes de votação final, o que pode reduzir a resistência de parte do Senado ou da sociedade.

  • Para os condenados, incluindo Bolsonaro, o adiamento gera incerteza grave: não há garantia de que a proposta será aprovada em sua forma atual ou que beneficiará todos os envolvidos.

Situação atual

Até o momento:

  • O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados. 

  • No Senado, a proposta será analisada primeiro pela CCJ, com relatoria definida e prazo aberto para pedidos de vista, o que empurra a votação potencialmente para 2026. 

  • A deliberação no plenário hoje é considerada improvável, dadas as resistências internas e o pedido de cautela por parte de senadores do Centrão. 

EM ATUALIZAÇÃO 

FONTE/CRÉDITOS: ESTADÃO RONDÔNIA
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