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Sexta-feira, 29 de Maio de 2026

Política

Bolsonaro diz ter enviado R$ 2 milhões a Eduardo nos EUA

Ex-presidente prestou depoimento nesta quinta-feira à Polícia Federal em inquérito sobre o deputado federal licenciado

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Por Veia Política
Bolsonaro diz ter enviado R$ 2 milhões a Eduardo nos EUA
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quinta-feira, 5, em entrevista concedida a jornalistas após prestar depoimento à Polícia Federal (PF), que enviou 2 milhões de reais ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu filho, que está nos Estados Unidos. Segundo Jair, a quantia foi enviada em 13 de maio, para ajudar Eduardo a se manter no país com a esposa e filhos.
“E daí tem um financiamento do meu filho, não financiamento de qualquer ato ilegal. Pediu para mim ‘pai, estou com a esposa aqui’, uma menina de 4 anos, que é minha neta, e um garoto de 1 ano, que é o meu neto, ‘pode me ajudar?’, ajudei. Botei um dinheiro na conta dele, bastante até, e ele está levando a vida dele. Dinheiro limpo, legal, Pix. E a acusação é que eu estou financiando atos antidemocráticos”, declarou o ex-presidente.

“Vocês sabem que lá atrás eu não fiz campanha, mas foi depositado na minha conta 17 milhões de reais, e eu botei 2 milhões de reais na conta dele. Lá fora tudo é mais caro. Eu tenho dois netos, um de 4 e outro de 1 ano de idade, ele está lá fora, eu não quero que ele passe por dificuldades. É muito? É bastante dinheiro. Lá nos Estados Unidos pode nem ser tanto, 350 mil dólares. Mas eu quero o bem-estar dele e graças a Deus eu tive como depositar esse dinheiro na conta dele”, falou também.

Ele prestou depoimento à PF no inquérito aberto por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para investigar suposta atuação de Eduardo Bolsonaro contra autoridades brasileiras nos Estados Unidos.

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De forma mais específica, o inquérito investiga a suposta prática, pelo deputado licenciado, dos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Moraes determinou que a PF ouvisse Jair Bolsonaro para que ele prestasse esclarecimentos a respeito dos eventos“dada a circunstância de ser diretamente beneficiado pela conduta descrita e já haver declarado ser o responsável financeiro pela manutenção do sr. Eduardo Bolsonaro em território americano“.

Na entrevista a jornalistas, o ex-presidente disse que conversa com o filho “de vez em quando” e que o trabalho que o deputado licenciado faz nos Estados Unidos “é por democracia no Brasil”“Não existe sancionamento de qualquer autoridade aqui ou no mundo por parte do governo americano por lobby, é tudo por fatos”.

Segundo Bolsonaro, o inquérito é “perseguição”. O advogado do ex-presidente, Paulo Bueno, disse que o inquérito foi aberto “de forma absolutamente equivocada, pelas imputações que foram inicialmente colocadas pelo procurador-geral da República”. Segundo o profissional, elas não se mostram viáveis.

“Se está novamente diante de uma situação em que politiza a justiça e se judicializa a política”, criticou. Ainda de acordo com ele, Bolsonaro foi ouvido pela PF como testemunha. “Poderia inclusive ter se furtado a ser ouvido. Ninguém é obrigado a depor contra ascendente ou descendente, afirmou.

Segundo Bueno, Bolsonaro preferiu fazer uso da palavra porque “não tem absolutamente nada a esconder ou a não esclarecer à Justiça”.

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