Parte do bairro da Mooca, na zona leste de São Paulo, vive momentos de apreensão e tristeza após a morte do empresário Ricardo Lopes Mira, vítima da contaminação por metanol em bebidas alcoólicas. Além do luto pelo amigo, moradores temem pelo futuro do Torres Bar, conhecido como “bar do Chiquinho”, que permanece fechado desde a tragédia, local onde estaria a vodca contaminada.
Conhecida por suas raízes italianas, a Mooca é um bairro marcado por moradores expressivos e tradições culturais fortes, além de ser lar do Juventus, clube de futebol que carrega simpatia entre os paulistanos.
O Torres Bar está situado em uma região que mistura casas de classe média e prédios de alto padrão. Frequentado por profissionais liberais e pessoas que, mesmo com sucesso financeiro, mantêm laços com a comunidade, o bar é reconhecido pela qualidade de sua feijoada e pelo ambiente acolhedor. A descontração do local se estende até a praça em frente, onde uma brincadeira com um macaco hidráulico e uma placa alertando “favor não alimentar o macaco” acabou ganhando um macaco de pelúcia, para maior compreensão dos visitantes.
Em meio a esse contexto de convivência próxima, um áudio circulou rapidamente entre celulares de moradores e até fora do bairro. A gravação relata a morte de Ricardo Lopes Mira, destaca o gosto do empresário por vodca com Coca-Cola e menciona hospitalizações de frequentadores do bar, além de citar outra morte ainda não confirmada oficialmente. A reportagem tentou contato com o autor do áudio, que reside em bairro vizinho, mas não obteve retorno até a publicação.
Entre os moradores, prevalece a percepção de que o áudio contém elementos verdadeiros, embora apresentados de maneira dramática, possivelmente como forma de alertar sobre os riscos do consumo de destilados neste momento.
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