Com Jair Bolsonaro (PL) fora da disputa presidencial por decisão do TSE, Michelle Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), surgem como os nomes mais fortes da direita para 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 5.
Os dois aparecem tecnicamente empatados: Michelle tem 16% da preferência, e Tarcísio, 17%.
Outros nomes lembrados como possíveis candidatos da direita, de acordo com o levantamento, são o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), com 11%, o ex-coach Pablo Marçal (PRTB), com 7%, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), com 5%, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com 4%, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), também com 4%, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 3%
Entre os que se identificam como bolsonaristas, Michelle lidera com folga: é citada por 44%, mais do que o dobro de Tarcísio (17%). Já entre os eleitores de direita que não se consideram bolsonaristas, Tarcísio aparece à frente, com 32%, seguido por Michelle (24%).
Entre os que se identificam como bolsonaristas, Michelle lidera com folga: é citada por 44%, mais do que o dobro de Tarcísio (17%). Já entre os eleitores de direita que não se consideram bolsonaristas, Tarcísio aparece à frente, com 32%, seguido por Michelle (24%).
Ainda de acordo com o levantamento, 65% dos entrevistados defendem que Bolsonaro abra mão da candidatura e apoie outro nome.
Rejeição a Lula e a Bolsonaro
A pesquisa também avaliou a rejeição dos principais nomes.
Lula é rejeitado por 57% dos entrevistados (conhecem e não votariam), enquanto 40% dizem que votariam. No caso de Bolsonaro, os números são semelhantes: 55% não votariam, contra 39% que votariam. Eduardo Bolsonaro tem rejeição ainda maior: 56%.
Além disso, o levantamento mostra que o desejo por uma renovação política é alto. Para 66% dos entrevistados, Lula não deveria concorrer à reeleição em 2026 — número que vem subindo ao longo dos últimos meses. Em março, esse índice era de 62%, e em julho de 2024, 53%.
A rejeição a uma nova candidatura de Bolsonaro também é alta: 65% defendem que ele desista de disputar a Presidência. Ainda assim, 26% acham que ele deve insistir, mesmo inelegível.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 29 de maio e 1º de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com 95% de confiança. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos.
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